A Anvisa acertou ao liberar a "Maconha Medicinal"?

A Anvisa marcou um golaço com a decisão sobre a liberação de medicamentos derivados da Cannabis. Sempre defendi que era necessário fazer a diferenciação entre consumo recreativo e pacientes que efetivamente precisam do remédio para tratar suas dores.

Sob o risco do primeiro grupo se aproveitar do segundo.

Pois bem, a decisão da Anvisa foi neste sentido. Ao permitir que os remédios sejam produzidos, mas sem permitir o plantio, evita-se o agravamento do atual problema de drogas ao mesmo tempo em que não se pune os que necessitam por questões de saúde.

O próprio nome "maconha medicinal" é um termo errôneo, pois não se trata de consumir a erva para tratar enfermidades. Trata de isolar um de seus inúmeros componentes, que é o único que comprovadamente pode ajudar a saúde do paciente.

O Canabidiol (CBD) é um medicamento comprovadamente eficaz, feito na grande maioria das vezes com derivados não psicoativos da planta (CBD). Em alguns raros casos, o componente psicotrópico (THC) é mantido, mas numa proporção precisa, para que surja feito contra os sintomas da doença.

Ao se falar em Maconha Medicinal, portanto, não se trata de colocar a erva em cada farmácia para qualquer um comprar e sair fumando alegando dor de dente. É simplesmente o Governo atuar para remover toda burocracia que impede que cidadãos com doenças graves, tenham acesso a tais medicamentos. Pessoas com crises convulsivas, com sintomas de esclerose, com dores crônicas, com doenças neurodegenerativas, que poderiam se beneficiar do tratamento, são impedidos de obter o medicamento em razão dos complicadíssimos trâmites legais para consegui-lo.

Não há porque ficar contra um tratamento que as próprias pessoas que o fizeram atestam sua eficácia e desejam continuar. O Governo não pode ficar no caminho entre a pessoa e uma melhor qualidade de vida.

A decisão da Anvisa atinge diretamente os que buscam misturar e confundir o debate, como se a maconha fosse uma porta de salvação quando na verdade é uma droga e como todas as drogas, possui riscos. Já o CBD, que pode ser isolado inclusive do cânhamo (que não possui efeito psicotrópico) tem ajudado cada vez mais doentes pelo mundo.

Frederico Rodrigues

Escritor, Tradutor e Comentarista Político. Membro da Direita Goiás e Conservadores Pela Liberdade.
Colunista do Jornal da Cidade Online e Graduado em Direito.
Nascido nos anos 80, criado nos anos 90. 

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