Não adianta eleger Bolsonaro sem apoiá-lo

A parte mais fácil foi elegê-lo, a esquerda não irá deixá-lo governar

Até uns 8-10 anos atrás, o único modo de um grupo político eleger um Presidente era através da ocupação de espaços dentro do sistema. Colocam-se pessoas ou militantes com a mesma afinidade ideológica que a sua em posições de influência na sociedade. Escolas, universidades, imprensa, cultura, meio artístico etc. Todo lugar que influencie opiniões precisa ser ocupado por alguém que pense como você.

Deste modo, seu candidato a Presidente estará blindado por uma rede de proteção dentro do sistema, centenas de agentes dispostos a trabalhar dia e noite para promovê-lo e protegê-lo, facilitando e muito a sua eleição. E após eleito, poderá governar o País com uma liberdade quase absoluta, visto que toda crítica ao seus atos estará anulada e haverá sempre um exército midiático à postos para esconder ou disfarçar as políticas vis designadas a perpetuar o poder de seu grupo político.

Foi assim que a esquerda chegou ao poder no Brasil, começando de baixo, construindo seu apoio, sua rede de proteção, para só então conquistar a Presidência. E foi por isso que se manteve lá por tanto tempo.

A esquerda não entrou no poder pensando: "O que podemos fazer em 4 anos para melhorar o Brasil?"
A esquerda pensou: "O que podemos fazer em 4 anos para nunca mais sair daqui?"

E fizeram, fizeram tudo que podiam. Do ensino público em estado vergonhoso, das faculdades que mais parecem banheiros públicos de rodoviária, do sistema educacional que forma militantes ao invés de profissionais, das redações de jornais quase 100% de viés esquerdista que nos escondem e distorcem notícias, do desrespeito à vontade dos cidadãos decidida em referendo, da violência planejada para nos amedrontar, dos índices de homicídios comparáveis aos de zonas em guerra, dos impostos mais mal gastos do planeta, dos maiores casos de corrupção da história. Tudo isso foi cuidadosamente construído com um único propósito, nos manter eternos reféns das políticas de esquerda.

Criavam um problema que não tínhamos para nos vender a solução que não precisávamos. E aos seus pelegos em posições de influência, sobrava o trabalho de nos convencer que era assim mesmo que as coisas funcionavam. Que essa era a nova realidade.

E por muito tempo acreditamos.

Mas, felizmente, ocorreu algo que nem os maiores teóricos de esquerda poderiam prever, uma revolução tão rápida que impediu que eles se preparassem a tempo: a massificação das redes sociais.

Em questão de pouquíssimos anos, a mídia perdeu quase todo o seu monopólio da informação, não dependíamos mais dela para nos informar. Ficou cada vez mais fácil ter acesso aos autores que há décadas já haviam refutado as políticas que o sistema nos empurrava como novidades. (Obrigado >Olavo de Carvalho)

Por isso, e só por isso a direita conseguiu eleger Bolsonaro sem antes tomar todo os postos de influência que a esquerda levou décadas para ocupar. A parte boa é que cortamos caminho, pois também levaríamos décadas para fazer isso. A parte ruim é que nosso Presidente será atacado incansavelmente pelo mesmo sistema que durante anos protegeu as tramoias da esquerda.

Repare que em sua primeira semana de Governo, todos, ABSOLUTAMENTE TODOS os seus atos foram tratados pela mídia tradicional como atos de um maníaco desequilibrado. Todos os discursos de seus ministros foram distorcidos, mal interpretados e ridicularizados. A mídia adota uma burrice seletiva sem nenhum pudor, finge que não entendeu o que foi dito para poder criticar com mais vigor. Agem como idiotas para tentar nos convencer de que nós é que somos os idiotas.

Obviamente, conforme essas artimanhas vão sendo denunciadas, a própria mídia começa a se proteger, divulgando reportagens sobre perseguições a repórteres, censura e falta de liberdade de imprensa. A vitimização é a moeda preferida deste pessoal.

Junte-se isso à influência que a esquerda tem no meio acadêmico e cultural e temos uma minoria EXTREMAMENTE barulhenta que fará de tudo para se passar por maioria e desestabilizar QUALQUER ato do Governo Bolsonaro. Se é um ato benéfico ao País ou não, tanto faz. Não há como agradar essa gente, eles não querem ser agradados. Reclamam e agridem com um único propósito, inviabilizar o Governo.

Recuperar o País e expulsar esse sistema da vida pública não é algo fácil e nem tarefa para alguns poucos anos. Este sistema está intrinsecamente ligado ao cotidiano e as políticas que vigoram no Brasil. Tal como uma possessão, irá se debater o quanto puder e não hesitará em matar o hospedeiro para não ser expulsa.

Bolsonaro precisará de todo nosso apoio neste momento, não que não devamos criticá-lo quando errado, mas é perfeitamente possível separar uma crítica justa de um chilique de jornalistas e artistas que fingem não saber o que é uma figura de linguagem.

Conseguimos uma grande vitória, é verdade. Mas neste exorcismo por qual passará o Brasil, tudo que fizemos até o momento foi somente escolher o padre.

Frederico Rodrigues

Escritor, Tradutor e Comentarista Político. Membro da Direita Goiás e Conservadores Pela Liberdade.
Colunista do Jornal da Cidade Online e Graduado em Direito.
Nascido nos anos 80, criado nos anos 90. 

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