A falsa indignação das celebridades

Após afirmar que todas as vidas importam, apresentador é criticado por Preta Gil e tem seu carro vandalizado

A definição de racismo é uma só. Discriminar alguém, negando-lhe oportunidades, segregando ou promovendo um comportamento hostil contra a pessoa em razão de sua cor ou raça. Qualquer pessoa em sã consciência entende que isto é um completo absurdo e se posiciona contra isso. Correto? Não a esquerda. A esquerda tem uma teoria interessante (criminosa). Para a esquerda, dependendo da sua cor/raça, você não pode sofrer racismo. Há grupos que podem sofrer racismo e nem todos estão entre eles.

Uma teoria idiótica, racista e preconceituosa que define com base na retórica do vitimismo que brancos, por mais discriminados que sejam, nunca poderão ser considerados vítimas de racismo. Ou seja, o chamado racismo reverso não existe. Essa retórica começou a ganhar força com o autor americano Michael Eric Dyson, notório divisionista que defende que brancos que nunca escravizaram ninguém estão em eterna dívida com pessoas que nunca foram escravizadas. Ao contrário de Luther King que pregava união, Dyson prega abertamente que brancos vivam em eterna culpa e sejam colocados em segundo plano (de forma voluntária ou obrigatória) para que o que ele chama de "distorções raciais" sejam ratificadas. Em outras palavras, Dyson não enxerga o racismo como uma discriminação em razão da raça. Mas sim como um sistema imaginário de opressão onde somente brancos detém o poder necessário para serem racistas. Então não importa se você é um branco pobre, sobrevivendo com salário mínimo e prestes a ser despejado. Barack Obama jamais poderia ser racista contra você, não importando o que ele diga ou faça. Mas você, ao cruzar com a limusine de Obama, deve pedir perdão pelos erros dos antepassados que você nem conheceu. Essa teoria é abraçada por quase toda a mídia americana e como tudo de podre que vem de lá, é repetida pelos lacradores brasileiros. Ainda que estes não tenham a mínima idéia de onde ela surgiu.

É aí que essa teoria, que já é estúpida nos EUA, fica mais estúpida ainda. O Brasil é praticamente o país mais miscigenado o mundo. O argumento da dívida histórica e do sistema de opressão não funciona aqui pois praticamente todo mundo descende de algum antepassado negro ou branco.

A própria mãe da Preta Gil é branca e seus filhos (caso mantenha-se com o atual marido) serão descendentes de brancos. Como então seria possível para os negros cobrar uma dívida histórica se há na própria família antepassados brancos? Como obrigar os brancos atuais a abaixarem a cabeça pra você se provavelmente eles também tiverem antepassados negros?

Por que a esquerda faz tanta questão de criar cada vez mais vitimização? Simples, nada dá mais poder hoje do se dizer representante de um grupo vitimizado. Vitimismo é Poder! Essa linha de pensamento é o que embasa a opinião de Preta Gil quando ela critica uma pessoa que ela chama de "amigo" simplesmente por este dizer que: "Todas as vidas importam".

Preta Gil não quer que todas as vidas importem, quer apenas as que ela escolheu proteger.

O mesmo vale para os criminosos que vandalizaram o carro do David Brazil. Se você não defender apenas as vítimas que eles elegeram, eles te chama de racista. A esquerda se especializou em cometer contra quem discorda dela, os mesmos crimes que ela finge estar combatendo.

Frederico Rodrigues

Escritor, Tradutor e Comentarista Político. Membro da Direita Goiás e Conservadores Pela Liberdade.
Colunista do Jornal da Cidade Online e Graduado em Direito.
Nascido nos anos 80, criado nos anos 90. 

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