Não. O Brasil não é um País Racista

Militantes tentam forjar o racismo numa das sociedades mais miscigenadas do mundo

O Brasil não é nem de longe um país racista, isso é um fato. Antes de explicar a afirmação, devo informar aos incapazes que acreditam não ser este meu "lugar de fala" porque não sou negro que, é o próprio técnico quem afirma que o assunto precisa ser debatido, e debate implica em vários lados sendo ouvidos.

Além disso, condicionar o assunto sobre o qual uma pessoa pode opinar à cor de sua pele, é a DEFINIÇÃO de racismo. Aos que acham que eu não devo opinar por não ser negro, por favor me digam então sobre qual assunto os negros não pode opinar por não serem brancos/pardos.

Em resumo "lugar de fala" é a defesa do idiota que sabe que seu argumento é estúpido, então ele precisa silenciar quem o refuta.

É bom ressaltar que não estou negando que ocorram atos racistas no Brasil, nem negando que haja episódios de racismo. Uma rápida pesquisa no Facebook e veremos várias páginas de supremacia racial, inclusive defendendo que negros não devem namorar com brancas. Estou negando é que a sociedade esteja estruturada e organizada de forma a impedir que negros melhorem suas condições de vida, como afirma o técnico.

O próprio Roger é um exemplo de que não há um racismo estrutural, ele, como dezenas de milhares de outros negros atingiu uma riqueza e uma qualidade de vida que a imensa maioria dos brancos no Brasil jamais irá desfrutar. No entanto ele não se enxerga assim. Roger faz um malabarismo retórico para utilizar seu sucesso como uma evidência de racismo.

Segundo Roger, sua percepção de que há poucos negros nos lugares que frequenta, é consequência óbvia de uma sociedade racista. Isso é uma falácia "non-sequitur", onde a conclusão e as premissas não se encaixam. A conclusão de que supostamente há poucos negros nos lugares que Roger frequenta, não encontra necessariamente explicação na premissa de que a sociedade brasileira é racista.

Roger não cita exemplos concretos sobre em quais momentos exatos o racismo estrutural ocorre para prevenir que negros tenham oportunidades. Tudo é baseado em perguntas vazias que podem ter dezenas de explicações, exemplo: "Por que a população carcerária, 70% dela é negra?". Ora, numa sociedade estruturalmente racista, esse número deveria beirar os 100%. Mas além disso, Roger também comete um erro crucial ao analisar os dados, ele somou os PARDOS aos NEGROS para chegar no número de 70% (que também errou, o correto é 64%).

Este é um truque estatístico bastante utilizado pelos que defendem a teoria do racismo estrutural. Dependendo de qual área se quer analisar, hora coloca-se os Pardos juntos dos Negros, hora junto dos Brancos. Por exemplo, Roger diz que ele era o único Negro na sua Universidade, no entanto as estatísticas mostram que Negros e Pardos correspondem a 51% dos universitários.

Então, se Roger fosse considerar os Pardos como Negros, (como ele faz nas cadeias) é óbvio que não havia só ele de Negro em sua Universidade. Entenderam a jogada? Os Pardos são remanejados conforme a conveniência do discurso.

Ok, Roger Machado muda as estatísticas ao seu bel prazer, mas isso ainda não explica a desigualdade observada. Qual a razão então de Negros aparecerem em piores posições em algumas estatísticas? O caso aqui é muito mais complexo do que simplesmente definir que a menor representação de uma cor em determinada atividade, seja consequência do racismo. Por exemplo, devemos considerar a NBA (liga de basquete americana) racista contra brancos? As provas de atletismo, 100mts e maratonas são estruturalmente concebidas para favorecer os Negros?

Há diversos fatores que levam um grupo a não desempenhar bem em indicadores sociais, mas um deles parece ser consenso nas estatísticas: A falta de uma figura paterna. Assunto tratado em profundidade pelo escritor americano (e Negro) >Larry Elder. O jovem cresce sem uma figura paternal, tende a se sair pior em praticamente todos os quesitos que propiciariam a ele uma melhor qualidade de vida no futuro. Seja ele branco ou negro. No entanto, por algum motivo, o número de mães solteiras negras é desproporcionalmente maior que o número de mães solteiras brancas. Óbvio que há mais do que isso, mas já é um começo para o técnico Roger Machado encontrar a resposta de suas perguntas.

Dizer que um dos países mais miscigenados do mundo tem uma "sociedade estruturalmente racista" é uma idiotice sem tamanho. Se a sociedade é racista, porque há tantas relações inter-raciais? As pessoas se odeiam mas se casam e constituem família, é isso?

Roger parece ter abraçado o ativismo racial, e como todo ativista racial, os dados e a lógica não importam muito. Ele aproveitou seu discurso para exercer um pouco da retórica anti-Bolsonaro que habita a mídia:

"...as políticas públicas, que nos últimos 15 anos foram instituídas, que resgataram a autoestima dessas populações que ao longo de muitos anos tiveram negadas assistências básicas, estão sendo retiradas neste momento. Esses casos que vêm aumentado agora, de feminicídio, homofobia e preconceito racial, mostram que a estrutura social é racista. Ela sempre foi racista.”

Como se vê, ele elogia as ações afirmativas dos governos petistas ao mesmo tempo em que culpa o governo atual pelo aumento dos crimes contra. Roger esquece convenientemente que foi durante os governos petistas que as mortes de mulheres negras e de homossexuais dispararam. Esquece também que o governo Bolsonaro registra queda de mais 20% no número de homicídios, o que reflete em cerca de 12 mil vidas salvas até o fim deste ano, a maioria de pobres e negros.

Então caro Roger, obrigado por tentar, mas o Brasil NÃO É RACISTA.

Seu discurso de incutir nos negros uma sensação de paranoia, em que eles estão impedidos de progredir na vida por causa de uma sociedade racista que não tem nome nem face, um ente ameaçador rondando-os à todo momento e que será culpado sempre que falharem, é estúpido e vil. Você venceu na vida, mas seu ativismo só atrapalha quem deseja vencer.

Frederico Rodrigues

Escritor, Tradutor e Comentarista Político. Membro da Direita Goiás e Conservadores Pela Liberdade.
Colunista do Jornal da Cidade Online e Graduado em Direito.
Nascido nos anos 80, criado nos anos 90. 

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